3 de novembro de 2010

A ACIDEZ E A ARTE DE SER BRUXO

Muito tem se falado sobre o que é ser bruxo. Aliás, isso não é de hoje, nem de longe.

Textos poéticos ou técnicos enumeram uma série de posturas e normas de conduta que devem ser seguidos por pagãos de todas as faixas etárias, seja lá qual for o panteão, se solitário ou pertencente a um grupo.

Porém, pouco tenho visto o fiel cumprimento dessas apostilas propagadas, principalmente, pela internet. O que se vê muito é gente apontando o outro, é gente se dizendo melhor, tentando provar que suas verdades são mais verdadeiras que a do outro, é gente vivendo de mentiras e se ouriçando quando alguém levanta o véu. O que eu ando vendo é agressividade e mentes problemáticas que se vestem de uma arrogância sem proporção. O que vejo é erro, de vez em quando proposital, de conceitos como orgulho e humildade...

Ando pensando que é muito fácil apontar o outro, como estou fazendo agora... O difícil é mudar a postura, a conduta. O difícil é seguir a cartilha do que lhe é sagrado.

É muito fácil ler textos poéticos sobre ser pagão e se orgulhar, achar-se o máximo da autenticidade… O difícil é ser poesia no cotidiano.

Ainda vai levar um tempo até que nós, pagãos, bruxos, praticantes da Arte, cultuadores dos Deuses Antigos, percebamos que existem valores universais que devem ser seguidos (de verdade, não só em textos da internet), e que seguir tais valores não faz você menos pagão, menos bruxo.

Eu ainda tenho fé nisso, embora fique bem cansada de vez em quando.

Bênçãos,
Lua Serena

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