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Giremos em torno do caldeirão,
para lá jogarmos intestinos envenenados.
Sapo, que durante trinta e um dias
e trinta e uma noites
ficaste dormindo embaixo de pedra fria,
teu veneno vertendo, ferve,
em primeiro lugar na panela encantada.

Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.

Filé de serpente dos pântanos,
no caldeirão ferve e cozinha.
Olhos de camaleão e dedo de rã,
pêlo de morcego e língua de cão,
forquilha de víbora e ferrão de lacrau,
perna de lagarto e asa de corujinha,
para fazer um encantamento de poderosa força,
fervei e borbulhai, como filtro infernal.

Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.

Escamas de dragão, dente de lobo,
múmias de feiticeiras, mandíbulas e estômago
de voraz tubarão,
raiz de cicuta arrancada nas trevas,
fígado de judeu blasfemo, fel de bode
e ramos de teixo cortados em noite de eclipse da lua,
nariz de turco e lábios de tártaro,
dedo de criança estrangulada ao nascer
e lançada pela mãe num fosso,
fazei que a massa fique espessa e viscosa.
Acrescentemos, em nosso caldeirão,
entranhas de tigre como ingredientes.

Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.

Vamos esfriá-lo com sangue de babuíno
para que o feitiço seja firme e forte.


in Macbeth, Shakespeare (1606)



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Terça-feira, Dezembro 8

Esbat: Acessando os Mistérios Lunares (VIDEO)

Povo,

Este é um vídeo com os slides da palestra que ministrei no 1º Congresso de Wicca e Paganismo no RJ.

Bênçãos,
Lua Serena


video

publicada por Lua Serena às 3:47 PM 2 Comentários

Terça-feira, Novembro 17

Lâminas d'A Justiça

Povo,
Fiz um videozinho com algumas imagens de lâminas do arcano VIII, quem quiser a autoria de alguma das lâminas é só me escrever.
Link no Youtube aqui.
Bênçãos,
Lua Serena
video

publicada por Lua Serena às 11:16 PM 0 Comentários

Esbat: Acessando os Mistérios Lunares


Oi, povo!


Cliquem na imagem para poder ver melhor!!!


Bênçãos,

Lua Serena



publicada por Lua Serena às 10:41 PM 0 Comentários

Quinta-feira, Novembro 12

Povo,
Em dezembro estarei no 9º Encontro Anual de Bruxos palestrando sobre o Sacerdócio Solitário na Bruxaria. A idéia é falar do caminho mágico solitário, abordando temas como desenvolvimento mágico solitário, conexão com os Deuses, dedicação e iniciação no caminho solitário, entre outros.

Vai ser bem legal!

Beijos,

Lua Serena

publicada por Lua Serena às 10:56 AM 0 Comentários

Segunda-feira, Novembro 9

ARCANO VIII - A JUSTIÇA


Esse arcano é também conhecido pelo nome de O Ajustamento, pois muito mais que justiça – que é um conceito deveras humano e relativo – o arcano 8 simboliza os ajustes da vida, que muitas vezes podem ser bem distantes da justiça compreendida pelos homens.

A justiça é em si um conceito complexo que depende de muitos fatores, tais como cultura, momento histórico, enfim, não é dessa justiça que trata o arcano 8.

A Justiça do Tarô está relacionada com as forças que equilibram a vida, forças essas que, novamente vale dizer, podem não ser justas na concepção humana do termo.

Nas palavras de Crowley, “apesar de ser exata, a Natureza não é justa sob nenhum ponto de vista teológico ou ético”.

Esse arcano nos fala da causa e efeito de nossos atos, o recebimento do troco por nossas ações como forma de equilíbrio natural das coisas.

É a carta da lógica, da sequência de atos, da razão muitas vezes incompreensível ao ser humano. Isso por que essa carta nos mostra o sistema organizado da teia cósmica, a ordem do universo, a lógica obscura de dar aquilo que se recebe.

Em outras palavras, embora possamos prever os movimentos dessa carta, não podemos prever ou compreender sua lógica, como a própria vida: tudo aquilo que transmitimos a nós retorna, mas não necessariamente nos exatos moldes que transmitimos. A causa pode gerar diferentes efeitos, mas sempre gerará efeitos invariavelmente. É como dizem, se pegarmos o cabo de uma panela quente, vamos nos queimar, por melhores que sejam as nossas intenções ao pegar a panela.

A lógica e a razão inerentes a esse arcano não devem ser interpretadas como frieza ou indiferença. A própria imparcialidade simbolizada nessa carta não significa indiferença. Talvez a imagem de uma mulher nas representações gráficas queira nos dizer exatamente que a razão/lógica/imparcialidade não devem ser vistas como frieza.

A incompreensão dessa idéia também se pode ver exprimida nas Deusas que encontramos representadas nesse arcano: Atena e Ma’at.

Vistas muitas vezes erroneamente como Deusas frias, tanto Atena como Ma’at são Deusas da sabedoria, da estratégia, da lógica das coisas.

Atena nos ensina a vencer a guerra através da mente, da sabedoria, do conhecimento das leis cósmicas. Ma’at, Aquela que é a Verdade, coloca em sua balança uma pena de coruja em um prato e o coração humano no outro. É preciso que o coração seja tão ou mais leve que a pena para que suas bênçãos nos alcancem.

Por vezes implacáveis, essas Deusas nos mostram a verdade por detrás de nossas ações. O resultado daquilo que plantamos explicita a relativa impotência de nossa vontade perante as leis cósmicas.

É o arcano que nos ensina a não culpar o outro por nossas mazelas, nem de julgá-los por suas imperfeições.

Em alguns tarôs poderemos encontrar a numeração desse arcano invertida com a carta da Força. Cada estudioso encontra razões que justificam essa e outras alterações. No entanto, entendo por certo manter a sequência tradicional que atribui a esse arcano o número oito. Até mesmo por que o oito é o número da justiça.

Numa jogada pode simbolizar o recebimento por nossas ações ou reflexões sobre nossas vidas, uma revisão de nossos atos por meio da análise dos resultados. Ou ainda um momento em que se necessita de ajuste, de equilíbrio. Talvez a vinda do equilíbrio não signifique tranqüilidade, é o que esse arcano nos vem mostrar. Ajustar a vida de vez em quando se revela extremamente doloroso, bagunçado, rígido e pouco justo para os corações humanos que compreendem a justiça como sendo a SUA justiça, aquilo que lhe beneficia. A justiça, no tarô, não é isso. De outro turno, a lei do retorno expressa nesse arcano não significa punição, mas resultado. E, venhamos e convenhamos, nós seres humanos, somos da lei... da lei do menor esforço conjugada com a teimosia. Resultado: aprendemos da maneira mais difícil muitas vezes. Talvez as maiores de nossas lições de vida sejam aprendidas mediante a dor, a dificuldade de passarmos pelos ajustamentos da vida.

Lições importantes começam a se revelar, é o que esse arcano vem dizer. E não são, nem de longe, momentos fáceis. É o que alguns chamam de lei cármica, ajuste cármico, carma.
Pode simbolizar, portanto, ajustes necessários, negociações, intenções, a necessidade de sermos honestos conosco.

Aqui temos a correção de nossos atos, seja por nossas próprias mãos ou pela mão de Ma’at.
Nos fala também da equidade, probidade, honestidade, o triunfo daqueles que ficam do lado da lei, a manifestação da justiça que muitas vezes não entendemos. Nos fala do receber o que se é merecido, a necessidade de encarar a verdade de uma situação com honestidade... ou da desonestidade e negação em ver a verdade.

Outras Deusas relacionadas a esse arcano: Astrea, Diké, Ananke, Temis, Nemesis e Líbia.

PALAVRAS-CHAVE: Ajuste, carma, equilíbrio, transigir, ação, reação, organização.

ASPECTOS POSITIVOS: Equilíbrio, disciplina, harmonia, organização, honestidade, verdade.

ASPECTOS NEGATIVOS: Dureza, intransigência, intolerância, injustiça, parcialidade, erro de julgamento.
PERSONALIDADE: Alguém ligado às leis, alguém que julga ou que é julgado, com discernimento ou não, dependendo das cartas que a acompanham.

A JUSTIÇA E A SENDA INICIÁTICA

“Se mal nenhum causar, faça o que desejar”

Esse é um lema muito difundido na Arte, e expressa a verdade sobre nossos atos. No entanto, a real compreensão dessas palavras só temos quando compreendemos a lei tríplice que rege a Bruxaria.

Há muitas maneiras de compreender a triplicidade da lei do retorno. Alguns explicam essa triplicidade dizendo que se diz tríplice que por se recebe triplicado tudo aquilo que se faz, seja por meio da magia ou não. Outras explicações estariam relacionadas aos três planos de existência, os três mundos, à triplicidade da própria Deusa. Enfim, deixo com vocês o aprofundamento dessas questões.

O que nos importa aqui é saber que esse arcano nos fala da lei tríplice, lei do retorno ou como alguns costumam a dizer lei da causa e efeito. Embora esse último não seja necessariamente sinônimo da lei tríplice.

Depois de encararmos a nossa primeira morte no processo iniciático (O Carro), aqui nos deparamos com nosso outono, a estação da colheita. Nesse momento, tudo aquilo que se aprendeu e maneira como aplicamos o nosso conhecimento mágico nos é cobrado, e recebemos os frutos por tudo aquilo que plantamos desde os primeiros passos na Arte.

Nesse momento, para que sigamos em frente, os Deuses nos devolvem as verdades de nossas ações, percebemos pela primeira vez de forma clara e consciente a manifestação da lei tríplice em nossas vidas.

Aqui aprendemos mais profundamente e “materializadamente” a lei do retorno triplo. Aprofundamos o conhecimento sobre os efeitos de nossas ações, sobre a importância de nossas ações na teia cósmica e desvendamos um pouco mais da verdade alquímica que diz “o equilíbrio é a base da grande obra”.

A sabedoria da VERDADE em forma de coruja nos bica a carne e alma. É a nossa oportunidade de aprender. “O olho que tudo vê da coruja atravessa o céu da ilusão, libertando a humanidade das prisões da ignorância, a principal causa de todos os tipos de injustiça”.[i]

If you understand
or if you don't
If you believe
or if you doubt
There's a universal justice
And the eyes of truth
Are always watching you.

(Enigma - The Cross of Changes)


Figuras: Hand of Destiny e Universal Goddess

[i] O Tarô da Deusa Tríplice, p. 137.

publicada por Lua Serena às 11:15 PM 1 Comentários

Quinta-feira, Outubro 29

Oi, povo!

Vim compartilhar com vcs mais um evento pagão, o 1º Congresso de Wicca e Paganismo no Rio de Janeiro, que será realizado nos dias 27, 28 e 29 de novembro!

Muitas atividaes, palestras e workshops interessantes sobre temas relacionados ao Paganismo.

Eu também estarei por lá ministrando a palestra "ESBAT- ACESSANDO OS MISTÉRIOS LUNARES".


Depois de 5 anos de sucesso com a Conferência de Wicca & Espiritualidade da Deusa em São Paulo, a organização da CWED está ampliando o seu trabalho e em NOVEMBRO DE 2009 realizará o 1º CONGRESSO DE WICCA & PAGANISMO NO RIO DE JANEIRO.

Da mesma forma que a tradicional CWED de São Paulo, o CONGRESSO DE WICCA & PAGANISMO NO RIO DE JANEIRO é um evento dirigido aos praticantes da Religião Wicca e simpatizantes das muitas Espiritualidades e religiões centradas na figura da Deusa e no Sagrado Feminino. Dirige-se também aos praticantes das religiões da Terra e dos diversos caminhos Pagãos e Neopagãos.
Além de palestras e workshops com palestrantes brasileiros, Laurie Cabot, a Bruxa oficial de Salem e autora do livro "O PODER DA BRUXA", estará presente no 1º Congresso de Wicca & Paganismo no Rio de Janeiro através de uma videoconferência imperdível ao vivo diretamente de Salem, Massachusetts.
Não perca esta oportunidade única de conhecer melhor uma das Bruxas mais importantes, atuantes e influentes do mundo, praticante da Arte há mais de 40 anos.

Laurie Cabot é mundialmente conhecida por suas aulas sobre a Ciência da Bruxaria e foi fundadora da Witches' League for Public Awareness.
Para mais informações sobre essa e outras palestras, confira o site do evento: http://www.congressodewicca.com.br/



publicada por Lua Serena às 10:05 AM 0 Comentários

Quarta-feira, Outubro 21

Divindades da Wicca

Achei uma boa compartilhar!



http://www.youtube.com/watch?v=FykiTsoLiOE

Bênçãos,
Lua Serena

publicada por Lua Serena às 7:33 PM 0 Comentários

Terça-feira, Setembro 22

ARCANO X - A RODA DA FORTUNA




A Roda dos Mundos, A Roda da Vida, A Roda da Fortuna, A Retribuição, A Mudança são alguns de seus nomes. Todos eles simbolizam a essência desse arcano: o movimento incessante da vida, mesmo em alguns momentos não percebamos.


A Roda representa a mutação e o sentido do eterno. Para alguns, a Roda é a representação máxima da lei do eterno retorno, A Roda das Encarnações. Segundo tal entendimento, estamos fadados a reencarnar eternamente... Em contrapartida, alguns entendem que esse retorno não seria eterno e através das encarnações e aprendizados, um dia, deixaremos de encarnar na Terra, evoluiremos.


Independente disso, se eternamente estarei retornando ou se um dia não retornaremos mais, o que importa é a mensagem desse arcano, ele representa a mutação da vida de cada um de nós, nos mostrando que ora estamos em cima, outra estamos embaixo, e que certos padrões podem se repetir. É o destino, a sina, a sorte, a fortuna que vem por que tem de vir, muitas vezes imprevisíveis, muitas vezes sem que notemos. Um dia em que saímos atrasados para o trabalho, perdemos aquele metrô, escolhas pequeninas que podem marcar para sempre nossas vidas.


Quem de nós não se lembra de algum momento em que teve determinada atitude que desencadeou uma série de acontecimentos, como se estivéssemos de verdade presos em uma roda, sentindo como se embora fossemos responsáveis por nossas vidas, algo muito maior, algo que talvez nos tenha impulsionado a fazer um trajeto diferente do cotidiano tenha se apresentado como fator transformador em nossas vidas...


Possibilidades, encontros, desencontros, o universo em constante movimento são elementos desse arcano. E nós, como parte desse universo também somos responsáveis pelo toque que girará a roda.
As Moiras, As Queres, As Nornas, As Parcas, as Senhoras do destino de cada um reinam nesse arcano, nos ensinando que tudo muda o tempo todo. Cloto é a que fia o tecido da vida, Lachesis mede a linha do destino, da vida, e Atropos é aquela que invariavelmente corta o fio da vida. Assim é para todos.
A Deusa e seu útero como origem de tudo é também representado nesse arcano, embora tenhamos de escavar o simbolismo desses arcano e ir até muito tempo atrás.


A Deusa como O Grande Círculo, a Roda, é o próprio universo, a origem de tudo. Erich Neumann nos fala sobre esse antigo conceito ao falar de Tiamat, a escuridão de onde tudo se originou. Tiamat, que foi transformada em monstro, demônio, é a própria Deusa que de seu útero escuro eu à luz e deu a luz.
[1]
A roda é o eterno movimento, mas nos ensina que seu eixo é firme e não se mexe. O eixo em si é a Divindade como cada um compreende, podendo representar também nosso eu interior, onde, de fato, mora a Divindade. Significa que diante das mutações da vida, devemos manter o centro firme, nunca estático no sentido de algo sem fluidez, mas algo sólido e forte para sustentar o girar da roda de nossas vidas.


O simbolismo da roda, do círculo, do redemoinho, da espiral nos fala daquilo que não é linear. Nos ensina que a vida não é linear, embora tenhamos essa sensação. Por isso aqui temos a noção das estações do ano, sempre mudando, mas sempre vindo cada uma delas novamente. Jamais igual, jamais cessando.


Na maioria das representações desse arcano temos três figuras girando na roda: Esfinge, Hermanubis e Tífon. Só a pesquisa e estudos dessas três figuras dariam um livro inteiro. Mas basicamente, cada um deles tem um propósito de estar li. Existem uma série de opiniões do porquê de tais imagens estarem dispostas dessa forma. Eu tenho uma forma muito particular de interpretar a figura...


Divido com vocês uma interpretação para tais figuras, embora eu não concorde inteiramente. Para Johann Heys “uma esfinge se encontra no topo, aparentemente mune à rotação e suas mudanças. O símbolo da esfinge é antigo e abrangente, evocando consciência superior, serenidade e sabedoria. O macaco Hermanubis, que já apareceu no arcano do Mago, está em ascensão na roda e representa energia crescente, agitação inquietude. O terceiro ser, em movimento de descida, é Tífon, um monstro filho da deusa Hera que foi criado como vingança desta deusa ao saber que seu marido Zeus havia criado Atena sozinho. TÍfon vem então a ser inimigo natural de Atena. Esses três seres mitológicos que habitam a roda representam diferentes tipos de pessoas e situações, bem como sua alternância na roda da vida.”[2]


Pode ser uma carta afortunada ou não, dependendo muito do contexto em que ela sai e dependendo também da associação desse arcano com os demais numa determinada jogada.


A Roda da Fortuna, portanto, nos alerta para a mudança na roda, aquele que esteve embaixo, subirá, os de cima cairão e assim será, assim é. Mudanças boas ou ruins, crescimento em razão de um novo momento da vida. Nesse momento, não temos certeza absoluta do que vem pela frente, sabemos apenas que as coisas mudarão. Em geral prenuncia uma mudança que será marcante em nossa vida, pessoas, fatos, circunstâncias que serão agentes dessa mudança e que jamais esqueceremos... mesmo depois do girar de muitas rodas.

PALAVRAS-CHAVE: mudança, mutação, movimento.

ASPECTOS POSITIVOS:
força vital, mudança interior e exterior, renovação, aprendizado, destino, encontros, determinação, ousadia, vontade, receptividade a mudanças e às novidades, vitória sobre as adversidades, talento para guiar um projeto, vida agitada, expansão de idéias, abundância, prosperidade, novas situações, pessoas novas em sua vida e pessoas que se afastam para seu crescimento.

ASPECTOS NEGATIVOS: mudança de uma situação boa, instabilidade, insegurança, falta de base, inflexibilidade ou dificuldade para lidar com mudanças, rigidez, queda, perdas sucessivas.

[1] “Quase todos os documentos mais antigos e primitivos, porém, já revelam o conhecimento da origem do mundo e do ser humano a partir das trevas, do Grande Círculo, da deusa.” (...) Tiamat é,porém, o verdadeiro elemento de origem, a mãe dos deuses, a possuidora das tábuas do destino.” (A Origem da Consciência, Ed. Cultrix).

[2] O Tarô de Thot, Ed. Nova Era.


A RODA DA FORTUNA E SENDA INICIÁTICA

Esse arcano é dos mais complexos, através do qual vivenciamos inúmeros aspectos dos Deuses. Aqui nesse ponto da jornada, tendo adquirido alguns conhecimentos profundos vida, morte e renascimento, recebemos insights profundos sobre a relação da vida, da reencarnação, da noção do eterno e mutante existir.

Aqui nos encontramos com os Deuses do nosso destino, sendo comum a identificação e vivência de experiências de retorno a antigos questionamentos iniciáticos. Nesse ponto da jornada compreendemos a celebração dos festivais da roda do ano como momentos de culto à própria vida.

É comum experiências de lembranças de outras vidas ou situações antigas se repetirem a fim de que compreendamos o sentido de trilhar o caminho dos antigos.

A vivência desse arcano é amplo e suas lições envolvem o aprendizado da lei do retorno, da origem da vida, dos mistérios da terra e do céu.

Aqui começamos a compreender que somos responsáveis por nossas vidas, mas que muito também está além de nós, como uma força que nos leva ao encontro de muitos mistérios... Nesse momento encontramos algumas respostas, mas inúmeros questionamentos nascem e renascem também a partir da experiência desse arcano.

Arianrhod, a deusa da reencarnação é uma regente desse momento, assim como todas das deusas fiandeiras, e nos impõem tarefas que tem a ver com o reviver momentos difíceis e momentos bonitos de nossa vida, como se completássemos um ciclo e recomeçássemos tudo com nova sabedoria e muitas, muitas perguntas.
É a ação dos Deuses no cotidiano, podendo ser através de pessoas que surgem em nosso caminho mágico, para guiar ou para nos, aparentemente, desviar do caminho.

Momento e movimento de luz e sombra nos são impostos nesse momento. O aprendizado adquirido em outros arcanos se reúnem nesse momento e é como se, mesmo preenchidos e tocados pelos Deuses, nos sentíssemos vazios e prestes a sermos preenchidos com novos insights e aprendizados.

E embora estejamos confusos com tudo isso, uma noção profunda de integração com tudo, com o todo, nos toma de assalto e nos impulsiona a continuar rumo ao desconhecido que nos parece ao mesmo tempo extremamente com conhecido.
Figuras: Tarot fo the sevenfold mistery e Wetzel

publicada por Lua Serena às 1:30 AM 1 Comentários