28 de maio de 2012
19 de maio de 2012
Caldeirão de Circe - Guia Essencial da Bruxa Solitária 3/50
LIVRO DA SEMANA: Guia Essencial da Bruxa Solitária, por Scott Cunningham
Projeto Um Livro por Semana
Um Livro por Semana tem o objetivo de fornecer indicações de livros de Bruxaria, Paganismo e afins, além de ser um projeto de incentivo à leitura!
Toda semana, Lua Serena traz comentários e uma mini resenha de alguns livros relevantes para estudiosos e praticantes de Bruxaria, no Brasil.
O desafio é chegar ao 50º livro!
Acesse o Blog do Caldeirão de Circe: caldeiraodecirce.blogspot.com
E se inscreva no canal do Caldeirão de Circe no Youtube para acompanhar todos os vídeos.
Se você gostou do vídeo, clique em "Gostei" e divulgue!
12 de maio de 2012
UM LIVRO POR SEMANA
Oi, povo!
Um Livro por Semana tem o objetivo de fornecer indicações de importantes livros de Bruxaria, Paganismo e correlatos, além de ser um projeto de incentivo à leitura!
Toda semana, pretendo trazer comentários e uma mini resenha de alguns livros relevantes para estudiosos e praticantes de Bruxaria, no Brasil.
O desafio é chegar ao 50º livro!
Fiquem sempre ligados aqui no Caldeirão de Circe e se inscrevam no canal do Caldeirão de Circe no Youtube.
Em virtude do Dia das Mães, o segundo livro virá ainda hoje... Aguardem!
6 de maio de 2012
18 de abril de 2012
Inauguração: Santuário do Paganismo
Gostei da iniciativa!
Vou fazer uma visita, tirar fotos e depois eu volto para contar para vcs.
Acessem e saibam mais: http://institutoubiratan.blog.uol.com.br/
3 de março de 2012
Eu sou a filha dos Antigos e a voz dos Deuses se manifesta através de meus atos

21 de novembro de 2011
CONVITE: Os Minoicos

Povo querido,
Acessem a TV Espelho Mágico, a partir das 14h:
http://tvespelhomagico.com.br
Acessem o site do II Festival de Paganismo, Magia e Cultura Grega e saibam mais sobre os três dias do evento:
http://www.tradicaoeleusiana.com.br/festival/
Segue abaixo também a sinopse da minha palestra:
Os Minoicos
Por volta do século XXX antes da era comum, na Idade do Bronze, uma civilização extremamente desenvolvida vivia nas ilhas do mar egeu. Dentre as ilhas que compõem o arquipélago grego, Creta e Thera, atual Santorini, eram as mais famosas por serem povoadas pelos minoicos. Lenda e realidade se misturam quando se trata de falar desse povo, do Rei Minos à Deusa Britomártis, da Deusa das Serpentes ao labirinto do Minotauro, dos machados duplos ao culto ao touro, das comerciais navegações minoicas às grandes sacerdotisas, mensageiras dos Deuses... Encontramos na profunda e complexa estrutura social e religiosa dos minoicos a fonte de muitos mitos gregos amplamente conhecidos pelo mundo moderno. Os Minoicos desapareceram, mas seu legado de grandiosidade existe até os dias atuais.
- Geografia antiga: as ilhas cicládicas e o sagrado feminino
- Cultura Minoica: status de igualdade entre homens e mulheres?
- Sistema Religioso Minoico: ancestralidade grega, deidades, sacerdócio, sacrifício
- Derrocada Minoica: o fim de uma grande civilização
- Deuses gregos de origem minoica
- Civilização Minóica X Civilização Atlantis
Lua Serena
19 de outubro de 2011
CHIFRES

Em diversas culturas, os chifres aparecem em referência a deidades poderosas, na maioria das vezes, deidades masculinas, mas também femininas. Os chifres, embora deturpados com o passar do tempo, sempre foram símbolos de poder.
Guerreiros de inúmeras culturas usavam chifres como símbolo de sua força e poder, dentre eles os celtas, os vikings e os gregos. Até mesmo nas histórias cristãs... Para representar isso, Michelangelo esculpiu a estátua de Moisés com chifres. Entre os africanos e os pajés indígenas também encontramos os chifres como emblema de poder.
No Egito, em Karnak, em honra ao Deus Amon-Rá, o deus de chifres de carneiro. Nessa mesma cultura temos vários deuses e deusas representados com chifres. Entre os minoicos e suas inúmeras representações de chifres taurinos. Entre os celtas, temos as representações de Cernunnos e, posteriormente, Herne, o caçador. Na Grécia, temos Dionísio e Pã, deuses de chifres ligados à vida e ao êxtase. Na Babilônia temos a imagem de Enkidu, bastante parecida com a imagem posterior do diabo cristão. Temos também o epíteto de Shiva, o senhor dos gados, como Pashupati.
Podemos observar que embora muitos de nós cultuemos deidades europeias, os chifres não são exclusividade dessa região.
Poderíamos ficar aqui elencando as inúmeras representações dessa força selvagem, potente e profundamente ligada à humanidade. Ligação que, aliás, permanece até hoje numa versão demonizada... trazendo a relação do poder do chifre e também do medo. Essa ideia persiste na figura do diabo cristão, que atormenta e traz o mal àqueles que não seguem os preceitos do deus cristão.
Nem mesmo a jocosa relação dos chifres com a infidelidade tirou da cabeça da humanidade (olha o trocadilho) o medo dos chifres... Dizem que onde há medo, há poder... Bom, em se tratando de chifres isso é bem verdade.
Há outras referências aos chifres... A cornucópia da abundância nada mais é que... chifre. Entre os tropeiros, o chifre se tornou instrumento de agrupamento de animais, de chamada... o berrante. Muitas são as histórias de feitiçaria pesada feita para os inimigos usando chifres de bode. Aliás... o próprio sacrifício de bodes é, na verdade, uma reminiscência de antigas práticas.
Enfim, o chifre é bastante poderoso. E não é à toa que muitos de nós, bruxos e bruxas, chamamos o a figura masculina da divindade de chifrudo, cornífero, deus de chifres...
Muitos, mas não todos.
Não podemos negar que o ressurgimento da Bruxaria trouxe à luz antigos cultos e histórias de deuses de chifres. Mesmo que muitos assim não queiram admitir a Wicca foi a porta para que muitos de nós soubéssemos da existência de um deus de chifres. Nessa vertente de Bruxaria, tem-se a ideia de que o consorte e filho da Deusa Mãe é o Deus de Chifres, trazendo para a modernidade antigos deuses de antigos povos e crenças.
Significa dizer que “Cornífero” é uma denominação moderna para as diversas formas masculinas da divindade. A essência comum de todas essas mitologias é a profunda ligação de todos os deuses chifrudos com a natureza. Num primeiro momento, a natureza selvagem, intocada, fértil e poderosa. Num momento posterior, já com o descobrimento da agricultura, muitas figuras dos deuses chifrudos foram associados às culturas agrícolas, como o deus das colheitas, que se oferece em sacrifício para que a humanidade possa sobreviver.
Mas assim como muito na Arte, há também diversidade no culto aos Deuses. Nem todo bruxo ou bruxa necessariamente é um cultuador de um Deus necessariamente chifrudo. Porém, as figuras masculinas de deuses, com chifres ou não, com as quais as bruxas e bruxos se ligam bastante, possuem uma essência muito marcante que é um misto de potência, poder, de fertilidade, fertilização, sexo, matéria... E quando pensamos nisso tudo, voltamos... aos chifres.
Seja como for, é bastante difícil traçar uma linhagem histórica dessa figura chifruda atual, o Cornífero, pois embora ela hoje se apresente como tal, seu surgimento se dá em culturas diversas, épocas diversas, sob nomes diversos...
O ideal é que se eleja uma divindade masculina chifruda e se discorra sobre ela. Do contrário, eu ficaria aqui por anos e anos escrevendo sobre as tantas figuras de homens/deuses de chifres. E se mesclarmos isso às figuras femininas de chifres então... é um trabalho para anos de pesquisa. Não que não seja legal, é muito... mas, no momento, não tenho como fazer isso.
Assim, deixarei para que cada um escolha sua divindade chifruda preferida e discorra sobre ela em nossos estudos no Grupo de estudos do Caldeirão de Circe.
Acho que será muito enriquecedor para todos.
Beijos,
Lua Serena
