11 de abril de 2011

9 de março de 2011


Olá, povo!


Estou aqui para convidar vocês para mais uma atividade. Desta vez, eu e o Elfo vamos ministrar uma oficina de ervas mágicas no 10º EAB (Encontro Anual de Bruxos).


Será no dia 26/03/2011, na Fazenda Terra Viva.


Para mais informações, acesse http://www.abrawicca.com.br/


Super beijo,

Lua Serena


10 de fevereiro de 2011

Anote na agenda!

Povo,

Dias 12 e 13 de março vocês tem um encontro com a face negra da Deusa!

Acontece em São Paulo o II Festival das Faces da Deusa, com atividades maravilhosas. Entre aqui e confira a programação completa.

Eu também estarei lá falando sobre esbat de lua negra.

Vejam abaixo a apresentação do meu workshop.

Espero vê-los por lá!

Beijos,

Lua Serena


Workshop “Esbat de Lua Nova: Celebrando a Lua Negra”
A Bruxaria possui um calendário de celebrações que abrange oito sabás e treze esbás. Os esbás são celebrações mensais em honra à energia lunar e são conhecidos por “celebrações do plenilúnio lua cheia”. São momentos de extrema conexão com a Deusa, momentos de poder pleno, pois estamos reverenciando o aspecto Mãe da Deusa. No entanto, a Bruxaria nos confere liberdade de trabalhar com todas as faces lunares, cada qual enfocando um aspecto da Deusa e infinitas manifestações. Temida e por isso muitas vezes não trabalhada, a Lua Nova guarda relação com o aspecto negro da Deusa, a sombra, a noite escura, os lugares escondidos de nosso mais profundo eu, e deve ser trabalhada por todo aquele que busca uma conexão plena com a Deusa e consigo.

Neste workshop imperdível, conceitos importantes e questões polêmicas acerca do tema são abordados com profundidade. Atividade teórica e prática, ao final da exposição, Lua Serena conduzirá você ao encontro com Nyx, a Noite, através de meditação dirigida.

Tópicos abordados:

- o calendário lunar e o conceito de esbá;
- a dança lunar;
- as fases lunares e suas correlações;
- lua nova, lua negra: conceitos aprofundados;
- o significado do trabalho com a lua negra e suas implicações;
- deusas da lua negra;
- proposta de ritual para celebração de esbá de lua nova;
- jornada meditativa dirigida: Encontrando a Deusa Nyx (atividade prática).

A Sacerdotisa e A Imperatriz: dois aspectos do Sagrado Feminino



Motivada pelos debates no Sibilando, círculo virtual de estudos de Tarô que coordeno, resolvi escrever um pequeno artigo para falar das duas Mães do Tarô: A Sacerdotisa e A Imperatriz.


Muita gente, no comecinho dos estudos, tem certa dificuldade com esses dois arcanos. Em geral uma – A Sacerdotisa – é vista como a senhora da intuição, a distante enigmática; enquanto a outra – A Imperatriz – é vista simplesmente como a mãe nutridora.


A maioria se espanta quando eu digo que a Sacerdotisa é também uma mãe. Espantos e revoltas? Pois eu reafirmo, A Sacerdotisa é mãe também... ela é a nossa mãe espiritual. Esse conceito foi trazido pela primeira vez, se não me engano, por Waite, que, inclusive, cunhou a expressão Mãe Celeste. Sim, A Sacerdotisa é a mãe celeste, a mãe espiritual. A Imperatriz é a mãe terrestre, a mãe material.


Vamos entender as coisas de uma forma pagã (aos que não são pagãos ou que àqueles que não possuem conhecimento dos conceitos ligados ao Paganismo, peço uma licencinha para poder explicar esse ponto sob a ótica para mais confortável).


Pois bem, a figura da Deusa, pólo feminino da criação, ou como queiram chamar o Sagrado Feminino, se manifesta de inúmeras formas e é conhecida por inúmeros nomes... Isis, Demeter, Astarte, Bastet, Danu, Hécate, etc. Cada uma das faces do Sagrado Feminino possui características próprias e é um ser próprio (mais ou menos como falar que nós todos somos um... cada qual é um ser único e parte do todo). Assim, no decorrer da história dos mundos, esses seres foram sendo conhecidos pela humanidade... e todas essas faces, todos esses seres, todas essas Deusas são consideradas nossas mães, ou nossa mãe (se olharmos o Sagrado Feminino como um todo).


No entanto, cada uma dessas faces, ou cada uma dessas Deusas, como queiram, tem características próprias, algumas são até bem terríveis, mas não deixam de ser mães porque são faces do Sagrado Feminino. Nesse sentido, temos uma classificação básica em que podemos (se é que podemos) encaixar algumas Deusas como Mães celestes e Mães Terrestres (ou Deusas Celestes e Deusas Terrestres). Celeste, sim, ligada aos céus, às estrelas, aos astros, à lua, ao universo, à mente, ao consciente e inconsciente, etc; e terrestre sim, ligadas à Terra, à terra, aos animais, às águas, etc. Algumas nem mesmo parecem nossas mães, não é mesmo? Um exemplo disso é a própria Deusa Perséfone... ela é a filha de Demeter, e sempre nos remete à ideia de juventude. Mesmo assim, ela é uma face da Mãe, ela é um aspecto do Sagrado Feminino. Costumo fazer uma analogia com duas Deusas do panteão afro-brasileiro para ilustrar mais ainda esse papo. Iansã e Iemanjá. Iansã é a mãe espiritual, Iemanjá a mãe material. A Sacerdotisa é amistosa como Iansã... já a Imperatriz é amorosa como Iemanjá. Ou seja, A Sacerdotisa é amistosa, é amiga, chora nosso choro, briga com todos por nós... mas chama a nossa atenção quando estamos errados e não nos pega no colo. Se formos ao chão por imprudência, ela vai ficar do nosso lado, vai nos ajudar a levantar, mas não vai passar a mão na nossa cabeças... Não esperem isso da Sacerdotisa, nem de Iansã. Já A imperatriz é a mãe amorosa e nutridora de todos com seus fartos seios, pode ser super protetora, sensível, a super mãe que protege suas crias.


Não entendam os termos espiritual e material de forma literal, tampouco pensem nesses dois arcanos apenas sob os prismas que eu estou abordando... Além de ser um “sacrilégio” com o Tarô, é também um “sacrilégio” com as Deusas... muitas vezes tentar classificar os Deuses torna a gente mais e mais ridículos... porém, é uma forma de vocês compreenderem os motivos de eu dizer que A Sacerdotisa é A Mãe Espiritual.


É claro que todo esse assunto dá pano para manga. Há quem defenda a ideia de que na verdade todos os Deuses vem “abaixo” de uma força única, desconsiderando a idéia de que todas as Deusas são aspectos de uma Deusa, etc e tal. Mas enfim... na minha cabeça e vivência, os Deuses são como nós, pequenas partículas de um grande e imenso todo. Todos nós, Deuses e humanos, compomos a existência e o Sagrado Todo, que por sua vez, em sua imensa complexidade, pode ser compreendido como dotado de polaridades... O Sagrado Feminino e o Sagrado Masculino. Mais ou menos isso.


Então, partindo do pressuposto de que para muitos de nós, pagãos, mesmo uma Deusa jovem pode ser chamada e tida por nós como nossa mãe... vamos ao Tarô.


Veja que tanto a carta da Sacerdotisa como a carta da Imperatriz falam do Sagrado Feminino, dessa força feminina da criação. Essas duas cartas são a personificação dessa força.


No caso da Sacerdotisa nós temos o feminino intuitivo, a sabedoria, o conhecimento, os mistérios ocultos. É aquela que conhece e guarda os segredos. Para Waite, A Sacerdotisa, em alguns aspectos, é uma das mais sagradas cartas dos arcanos maiores, pois simboliza a Mãe Celestial, a Mãe Espiritual, A Noiva Sagrada... a metade espiritual feminina do todo individuado. Por essa razão, ao contrário do que muitos pensam, A Sacerdotisa somente será uma carta que denota frieza se estiver em mau aspecto, pois em sua essência, ela é puro amor espiritual, ela é o enigma do próprio amor. Talvez a Deusa em que eu mais lembre ao me deparar com a A Sacerdotisa seja Aglaia, a Deusa da intuição e do conhecimento, para os gregos.


Já no caso da nossa querida Imperatriz, temos a geradora de tudo, o Feminino como origem de tudo o que existe, a mãe do mundo, e, sob outro aspecto, a própria Terra. Nesse sentido temos muito explicita a idéia de Grande Mãe. Ela é para os Incas Pachamama (Pacha significa universo e mama mãe), para os egípcios ela é Mut, para os gregos é Deméter e para os hindus ela é o tríplice Sagrado Feminino, as shaktis.


Há muitas correlações que poderíamos arriscar fazer para sustentar a idéia de que ambas são mães... Por exemplo, eu vejo isso muito claramente também se deixarmos só um pouco de lado a visão da Sacerdotisa e Imperatriz como personificações do Sagrado Feminino e trazermos essa questão bem mais para a prática da Arte.


Podemos fazer uma breve reflexão. A Sacerdotisa pode ser considerada a nossa sacerdotisa na Arte, a sua guia, a sua mãe espiritual... enquanto A Imperatriz seria a nossa mãe, aquela que nos pariu, nos nutriu, nos cuidou. Ambas tem aspectos de Mãe, ambas orientam, de ambas somos, de certo modo, filhos... Vejam que embora a sacerdotisa de um coven não tenha parido, é muito comum serem os sacerdotes tratados por pai e mãe... e esses também tratam seus dedicados e iniciados por filhos e filhas.


Enfim, tanto A Sacerdotisa, quanto a Imperatriz são aspectos do Sagrado Feminino, são aspectos da força feminina, a porção sagrada feminina do todo... e o Sagrado Feminino é, nada mais, nada menos, que A Deusa, A Mãe.

5 de dezembro de 2010

1º Encontro Pagão da Baixada!


Oi, povo!

Dia 23 de janeiro estarei em Santos para falar sobre Bruxaria e Tarô num encontro que promete ser muito legal!

Quem está organizando esse evento é o Coven Amantes de Ísis, vocês não podem perder!

Um super beijo e aguardo vocês por lá!

Lua Serena


9 de novembro de 2010

Estudos Gratuitos sobre Tarô



Oi, povo!

Iniciarei a coordenação de um novo grupo de estudos dirigidos sobre Tarô pela internet.

O enfoque será interpretação e simbolismo dos arcanos maiores e métodos e treino de interpretação.

Faremos um estudo crescente das lâminas, iniciando com O Louco e finalizando com O Mundo. Um arcano por semana, com questionário, exercício e métodos de tiragens.

Os estudos são gratuitos e serão realizados por e-mail.

O início está marcado para o dia 10.01.11.

ATENÇÃO: Não haverá novas adesões após o início dos estudos.

Aqueles que quiserem participar, mandem e-mail para
sibilando-subscribe@yahoogrupos.com.br

Aguardo vocês por lá.

Beijos,
Lua Serena

3 de novembro de 2010

A ACIDEZ E A ARTE DE SER BRUXO

Muito tem se falado sobre o que é ser bruxo. Aliás, isso não é de hoje, nem de longe.

Textos poéticos ou técnicos enumeram uma série de posturas e normas de conduta que devem ser seguidos por pagãos de todas as faixas etárias, seja lá qual for o panteão, se solitário ou pertencente a um grupo.

Porém, pouco tenho visto o fiel cumprimento dessas apostilas propagadas, principalmente, pela internet. O que se vê muito é gente apontando o outro, é gente se dizendo melhor, tentando provar que suas verdades são mais verdadeiras que a do outro, é gente vivendo de mentiras e se ouriçando quando alguém levanta o véu. O que eu ando vendo é agressividade e mentes problemáticas que se vestem de uma arrogância sem proporção. O que vejo é erro, de vez em quando proposital, de conceitos como orgulho e humildade...

Ando pensando que é muito fácil apontar o outro, como estou fazendo agora... O difícil é mudar a postura, a conduta. O difícil é seguir a cartilha do que lhe é sagrado.

É muito fácil ler textos poéticos sobre ser pagão e se orgulhar, achar-se o máximo da autenticidade… O difícil é ser poesia no cotidiano.

Ainda vai levar um tempo até que nós, pagãos, bruxos, praticantes da Arte, cultuadores dos Deuses Antigos, percebamos que existem valores universais que devem ser seguidos (de verdade, não só em textos da internet), e que seguir tais valores não faz você menos pagão, menos bruxo.

Eu ainda tenho fé nisso, embora fique bem cansada de vez em quando.

Bênçãos,
Lua Serena

24 de outubro de 2010

PAGÃOS E A LEI: AS PRESENÇAS DE THEMIS E DIKÉ EM DEFESA DE NOSSOS DIREITOS

Povo do Rio!!!

Estaremos juntos novamente no 2º CONWIPA, dias 12, 13 e 14 de novembro!

Neste ano, ministrarei junto da Healing Rose, uma palestra sobre Paganismo e a Lei...

Como a nossa religião coexiste com religiões de massa? Como viver num país predominantemente cristão? Como conviver com o preconceito? Quais os direitos e deveres de um cidadão pagão?
Essas são algumas reflexões acerca do tema...

Conto com a presença de vocês por lá!

Com absoluta certeza todo o congresso estará maravilhoso!

Super beijo,
Lua Serena

PAGÃOS E A LEI: AS PRESENÇAS DE THEMIS E DIKÉ EM DEFESA DE NOSSOS DIREITOS



Aqueles que se identificam como Wiccanianos, Pagãos ou Neopagãos têm o mesmo direito à liberdade religiosa que qualquer cidadão neste país, de outra religião, tem, mas ainda assim, são constantemente discriminados . Suas vidas, seus trabalhos, a educação e a tutela de seus filhos são muitas vezes desrespeitados ou ameaçados, por ignorância.

Este workshop é destinado a todos os Pagãos que desejam compreender os seus direitos básicos, abrangendo as questões elementares sobre a liberdade de credo e de culto.

Descubra como proceder quando tentarem coibir o livre exercício de sua fé e o que fazer quando encontrar-se em uma posição onde estiver sendo discriminado com base em suas crenças religiosas. A preservação de seus direitos legais não pode ser tomada como garantida simplesmente por esses direitos existirem. É necessário ter consciência sobre eles e conhecimento para reivindicá-los quando for necessário. Grupos minoritários têm vivido uma luta constante que exige sacrifício e vigilância para que seus direitos sejam adequadamente respeitados. Nós, como Pagãos, não somos os primeiros a passar por essa luta e não seremos os últimos.

Cada Pagão precisa ter uma idéia realista do que fazer e como se comportar quando confrontado com um desafio legal.

Das brumas do tempo, Themis, a Deusa da Lei, e Diké, a Deusa das decisões justas, retornam juntas nessa atividade imperdível para nos ensinar como fazer valer o nosso direito.


TÓPICOS ABORDADOS:

1) O Paganismo e o Direito

2) Noções de Lei e Justiça

3) Qual a postura pagã diante de uma lide (contenda, conflito de interesses, disputas etc)?

4) Os Símbolos Pagãos da Justiça

5) Aplicando o discernimento ético e espiritual para se alcançar a justiça

6) Constituição Federal: noção de país laico e direito de livre expressão e credo

7) Meditação com Themis e Diké para restaurar nosso senso de justiça

13 de outubro de 2010

Nosso país é laico???

... Se fosse, o preâmbulo da nossa Constituição Federal não seria assim:

"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL."

Como se sabe, a CF é a lei maior do nosso país, abaixo da qual ficam todas as outras leis do nosso país. Ou seja, toda e qualquer lei deve obedecer aos ditames da CF.

Quando se diz que o poder constituinte (poder esse do povo, mas exercido por aqueles que o povo escolhe para tal, que atua, por exemplo... fazendo uma Constituição do nosso país) está sob a proteção de Deus ao criar aquela série de leis que devem ser norteadoras de toda e qualquer outra lei, coloca-se uma idéia de que todo o povo acredita no Deus, o Deus (que Deus te vem à mente? O Cristão, claro). Porém, exclui aqueles que creem numa figura criadora sob outros aspectos... e talvez o mais grave desrespeito seja para aquele cidadão que não crê em Deus algum. Esse cidadão ateu é POVO, portanto tem o poder constituinte... mas aquele que o representa excercendo o poder constituinte nada faz a respeito.

E todo mundo diz que o Brasil é um Estado laico. Pq???

Pq assim é dito e defendido em países ocidentais desde a época de Max Weber, na luta contra a interferência religiosa na política de um país. O que era muito comum no passado, já que o Rei era tido como Deus ou representante de Deus e sua palavra era... lei.

Num país que não seja laico, a religião tem muita força e interferência política. O que acontece no Brasil?

1º: a CF em seu preâmbulo invoca a figura de Deus.
2º O abuso de evangélicos usando sua fé e a quantidade de fieis para entrar na política é escandalosa.

E com isso, a minoria (não pq sejam menores no sentido de importância, mas pq são em menor número, é bom frisar... já que tem gente que não se toca disso e abaixa a cabeça) do POOOOOVOOOO (dono do tal poder constituinte) que tem uma religião diferente daqueles que estão no poder (prestem atenção nas palavras ESTÃO no poder... estão, não possuem, pois quem possui é o povo são cada vez mais injustiçados.

E aos poucos, de leve, sorrateiramente... a gente vai voltando para a época em que o REI (quem estava no poder) era representante de Deus (o Deus só dele, claro) e o que ele dizia era lei!

Aliás... estamos voltando mesmo???? Será que um dia as coisas deixaram de ser assim???

Vejamos todas as constituições do Brasil, o que diz o preâmbulo, que é a voz da assembléia nacional constituinte (que é a reunião dos representantes do povo, povo que é o verdadeiro detentor do poder constituinte):
1824: "EM NOME DA SANTISSIMA TRINDADE"

1891: "Nós, os representantes do povo brasileiro, reunidos em Congresso Constituinte, para organizar um regime livre e democrático, estabelecemos, decretamos e promulgamos a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPúBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL"

(melhorzinho, não? Moderníssima para a época)

1934: "Nós, os representantes do povo brasileiro, pondo a nossa confiança em Deus, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para organizar um regime democrático, que assegure à Nação a unidade, a liberdade, a justiça e o bem-estar social e econômico, decretamos e promulgamos a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPúBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL."

1937: "O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, ATENDENDO às legitimas aspirações do povo brasileiro à paz política e social, profundamente perturbada por conhecidos fatores de desordem, resultantes da crescente a gravação dos dissídios partidários, que, uma, notória propaganda demagógica procura desnaturar em luta de classes, e da extremação, de conflitos ideológicos, tendentes, pelo seu desenvolvimento natural, resolver-se em termos de violência, colocando a Nação sob a funesta iminência da guerra civil; ATENDENDO ao estado de apreensão criado no País pela infiltração comunista, que se torna dia a dia mais extensa e mais profunda, exigindo remédios, de caráter radical e permanente; ATENDENDO a que, sob as instituições anteriores, não dispunha, o Estado de meios normais de preservação e de defesa da paz, da segurança e do bem-estar do povo; Sem o apoio das forças armadas e cedendo às inspirações da opinião nacional, umas e outras justificadamente apreensivas diante dos perigos que ameaçam a nossa unidade e da rapidez com que se vem processando a decomposição das nossas instituições civis e políticas;
Resolve assegurar à Nação a sua unidade, o respeito à sua honra e à sua independência, e ao povo brasileiro, sob um regime de paz política e social, as condições necessárias à sua segurança, ao seu bem-estar e à sua prosperidade, decretando a seguinte Constituição, que se cumprirá desde hoje em todo o Pais:"
(sem Deus...)

1946: "A Mesa da Assembléia Constituinte promulga a Constituição dos Estados Unidos do Brasil e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, nos termos dos seus arts. 218 e 36, respectivamente, e manda a todas as autoridades, às quais couber o conhecimento e a execução desses atos, que os executem e façam executar e observar fiel e inteiramente como neles se contêm."

(mais uma vez sem Deus... as preocupações eram outras mesmo, o poder podia ser tomado não por questões religiosas... mas por questões outras)

1967: "O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga a seguinte CONSTITUIÇÃO DO BRASIL"

(olha Deus de novo aí... momento propício para invocá-lo... entendam como quiser)

ATENÇÃO, pessoal, a próxima é óootima!!!

1969 (emenda à constituição anterior): OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, e CONSIDERANDO que, nos têrmos do Ato Complementar nº 38, de 13 de dezembro de 1968, foi decretado, a partir dessa data, o recesso do Congresso Nacional;
CONSIDERANDO que, decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo Federal fica autorizado a legislar sôbre tôdas as matérias, conforme o disposto no § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968;
CONSIDERANDO que a elaboração de emendas a Constituição, compreendida no processo legislativo (artigo 49, I), está na atribuição do Poder Executivo Federal;CONSIDERANDO que a Constituição de 24 de janeiro de 1967, na sua maior parte, deve ser mantida (...)

CONSIDERANDO as emendas modificativas e supressivas que, por esta forma, são ora adotadas quanto aos demais dispositivos da Constituição, bem como as emendas aditivas que nela são introduzidas;

CONSIDERANDO que, feitas as modificações mencionadas, tôdas em caráter de Emenda, a Constituição poderá ser editada de acôrdo com o texto que adiante se publica,

PROMULGAM a seguinte Emenda à Constituição de 24 de janeiro de 1967:

Art. 1º A Constituição de 24 de janeiro de 1967 passa a vigorar com a seguinte redação:

'O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga a seguinte Constituição' (...)"

E depois dessa... veio a de 1988, que a vigente e cujo o preâmbulo eu citei logo no início da postagem.

Fica aí para a gente pensar bastante em como vamos agir sendo CIDADÃO PAGÃO, o que falamos... o que vivemos hj... quem elegemos... olhem para nossa história (só a do Brasil, nem vamos tão longe) e me digam se somos laicos. Olhem para a Lei Maior do nosso país e digam se somos um país laico... Olhem para o congresso nacional e me digam: se o poder constituinte é seu e meu, não devemos admitir mistura de religião e política, especialmente se a ocupação é feita por pessoas que usam sua fé para se eleger e desrespeitam a religião do outro (que tb é POVO).

Mas enfim... eu resolvi dividir aqui com vcs esse meus pensamentos para que a gente comece a relftir e AGIR. Sem babaquice, com conhecimento, com embasamento político, histórico, jurídico.

O paganismo brasileiro precisa disso.

Beijos,
Lua Serena