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. : Encantamento : .

Giremos em torno do caldeirão,
para lá jogarmos intestinos envenenados.
Sapo, que durante trinta e um dias
e trinta e uma noites
ficaste dormindo embaixo de pedra fria,
teu veneno vertendo, ferve,
em primeiro lugar na panela encantada.
Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.
Filé de serpente dos pântanos,
no caldeirão ferve e cozinha.
Olhos de camaleão e dedo de rã,
pêlo de morcego e língua de cão,
forquilha de víbora e ferrão de lacrau,
perna de lagarto e asa de corujinha,
para fazer um encantamento de poderosa força,
fervei e borbulhai, como filtro infernal.
Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.
Escamas de dragão, dente de lobo,
múmias de feiticeiras, mandíbulas e estômago
de voraz tubarão,
raiz de cicuta arrancada nas trevas,
fígado de judeu blasfemo, fel de bode
e ramos de teixo cortados em noite de eclipse da lua,
nariz de turco e lábios de tártaro,
dedo de criança estrangulada ao nascer
e lançada pela mãe num fosso,
fazei que a massa fique espessa e viscosa.
Acrescentemos, em nosso caldeirão,
entranhas de tigre como ingredientes.
Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.
Vamos esfriá-lo com sangue de babuíno
para que o feitiço seja firme e forte.
in Macbeth, Shakespeare (1606)
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Já viraram porcos
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Oi, povo! :)
Não sei vcs, mas eu sinto que muitas vezes os Deuses brincam comigo!
Interessante que, nessas horas, não adianta a gente dar uma de durona, de velha, de quem sente dor nas costas!
Ou a gente brinca com Eles, dá cambalhotas, sai correndo, pula os montes de areia, bate-cara... ou então a gente envelhece mais rápido!
Conversando com um amigo de faculdade sobre Deus, me dei conta de que poucas pessoas vêem essa Força como eu... Para mim os Deuses são assim, brincalhões, bondosos, terríveis... às vezes te dão a grama molhadinha debaixo dos seus pés, noutras vezes fazem ruir o seu chão...
É um pouco disso e muito de outros elementos que compõem o que eu sinto como essa Força, vulgo Deus.
Bem, no fundo isso não me importa. Cada um na sua e todos em paz! ;-)
Sei lá... muitas vezes eu me questiono sobre tudo isso (seria uma forma de fuga?). Qto mais isso acontece, mais Eles brincam comigo. Seja no dobrar de uma esquina, seja no atravessar de uma ponte, no atravessar de um rio, no cruzar de uma encruzilhada... Seja em qquer lugar nesta vida...
Qdo eu era pequena, ouvia muitas coisas interessantes do meu pai. Além das conversas para me ninar, ele me contava que haveria coisas que eu só iria entender qdo eu fosse grd... Bem, ele tinha razão.
Hj eu sou grd., não sei de muitas coisas, não sei de quase nada (q coisa!)... Mas algumas poucas eu aprendi.
Aprendi que Eles brincam comigo de uma maneira muito especial. Às vezes como amigos de rua, às vezes como meus pais, às vezes como meus inimigos...
E aprender isso eu também ganhei Deles! Dá pra acreditar?
Como Eles brincam...
Não sei se Eles brincam com vcs assim! Tenho a impressão que sim... rs*
E é assim que o tempo vai passando, tudo é uma grd brincadeira!
"E quem não dança, segura a criança"... hehehe
Pois é... a criançada adora o circo!
O adulto acha o palhaço triste...
Não parece brincadeira?
Bjs,
SOL E CARNE ( Rimbaud) Creio em ti! Creio em ti! Deusa, rainha amada, Afrodite marinha! - amarga é a estrada, Desde que nos pregou um Deus à sua cruz; Só em ti creio, Carne e Mármore e Flor, Vênus! É triste, feio e triste, o Homem sob o céu vasto, Sempre vestido está, porque não é mais casto, Porque seu próprio busto altivo maculou, E, qual ídolo ao fogo, então estiolou, Nas sujas servidões, corpo Olímpico e forte! No pálido esqueleto, até depois da morte, Quer viver, insultando a maioral beleza! - E no ídolo puseste a divinal pureza, Nesta, Mulher, de nossa argila originada, Para a pobre alma do Homem brilhar, foi gerada, Para enfim ascender, dos grilhões deste mundo, À beleza do dia, em amor tão profundo, E sequer sabe ser Cortesã a Mulher! - É uma grande farsa! E o mundo a escarnecer Em nome da sagrada e doce mestra Vênus!
Maka - MÃE TERRA
Eu vivo para que vocês possam viver.
Quando da Criação, fiquei responsável pela sobrevivência e sustento de todos os Seres criados pelo Grande Espírito:
dos Animais de duas e quatro patas, dos que voam, rastejam, nadam; de todos os Vegetais, Minerais e
dos Duas Pernas, os Homens.
Minha forma é a de um corpo feminino que gera, abriga , alimenta, dá sustentação e protege sua cria.
O maior presente que lhes dei, foi o direito de poder existir, de Ser, e com isso utilizar sua capacidade criativa da expressão em prol do desenvolvimento e do bem estar de todos que aqui vivem.
Tudo que espero de vocês é que me preservem e protejam, me expandindo e respeitando.
Como toda Mãe, sinto a separação e a perda de cada um de meus filhos, mas sei que mesmo aqueles que me abandonam, queimam e me destroem, um dia voltarão para descansar em meu útero.
Eu criei a Vida e a Paixão que se manifesta.
Eu sou a sua Casa.
Devolvam-me o Respeito e o Amor que me fez criar o solo onde vocês vivem seus Sonhos, porque Eu vivo para que vocês possam viver.
Vera Maria de Souza
SERPENTE
Eu sou a Serpente. A Serpente de seus mitos e dos seus sonhos, do seu ser e dos seus desejos. Temida e desejada. CONHEÇA-ME!
Quando você mergulha nas profundezas mais sombrias da vida, ou quando aspira alcançar brilhantes pináculos de sua alma, saiba que é sempre a Serpente que torna isso possível.
Sou a tentadora, a sedutora de seus mitos. Por meio da abertura da mulher, das entranhas do homem, sou capaz de conduzir você da luz para a escuridão, do espírito para a matéria. Nunca se deixe iludir: a sua natureza é sempre dupla, você é um ser de dois mundos que, por meu intermédio, se transformam numa unidade. É na forma da Serpente Midgard que faço isso. Uma Serpente que engole sua própria cauda e, dessa forma, mantém o mundo coeso. Ou talvez este seja o abraço da vida.
Através do ser humano, que sempre quer atingir algo mais distante e mais elevado, eu me transformo na Serpente do Arco-Íris, por meio do qual você pode atravessar todas as cores do espectro do ser, até chegar à fonte, à totalidade, à luz branca que brilha acima e da qual, na verdade, você é apenas um aspecto.
Alguns me vêem como uma árvore. Uma árvore onde estão presas suas maiores aspirações. A morte e a vida são apenas duas faces de uma mesma moeda. É preciso nascer para poder morrer e morrer para poder nascer.
Você caiu da luz para a escuridão e agora está fazendo o percurso de volta à luz. Você também é uma criatura do arco-íris. Cada cor existe como filha da luz e da escuridão. Tudo existe dentro de você.
Asa Noturna (um Guerreiro dos Quatro Ventos)
Gente, o link abaixo é muito legal.
É de um calendário pagão.
http://spiritbytes.com/pagan/wicca/calendars.htm
Vou postar uma música que nós amamos. Como diz a mana Lua, é a música da Mãe:
Dona (Roupa Nova)
Dona
Desses traiçoeiros sonhos
Sempre verdadeiros
Dona desses animais
Dona dos seus ideais
Pelas ruas onde andas onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros esperando tua voz
Teus desejos, uma ordem, nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza dentro do meu coração
Tã, tã, tã, batem na porta, não precisa ver quem é
Prá sentir a impaciência do teu pulso de mulher
Um olhar me atira à cama, um beijo me faz amar
Não levanto nem me escondo porque sei que és minha dona
Não há pedra em teu caminho, não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade que te impeçam de voar
Entre a cobra e o passarinho, entre a pomba e o gavião
O teu ódio ou teu carinho nos carregam pela mão
És a moça da cantiga, a mulher da criação
Umas vezes nossa amiga, outras, nossa perdição
O poder que nos levanta, a força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe que isto tudo te faz dona
Que eu seja como a que tece o pano na floresta,profundamente escondida.
Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.
Que eu seja uma exilada, se este é o sacrifício.
Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.
Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima,nas
árvores desenhadas no céu luminoso.
Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.
Que eu possa liberta-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância. Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.
Que sejamos inocentes e despretensiosos.
Que eu seja capaz de gratidão.
Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.
Que eu saiba isso como o meu gato, no sangue e nos ossos.
Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em
canções que soem como o aroma do alecrim, como todo o
dia e na Antigüidade, erva forte da cozinha.
Que eu não me incline a auto-integridade e a autopiedade.
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e
dos círculos de pedra,como raposa ou mariposa, e não
perturbar o lugar mais que isso.
Que meu olhar seja direto e minha mão firme.
Que minha porta se abra aqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.
Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega a minha porta.
Que se percam na jornada labiríntica.
Que eles voltem.
Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as chamas brilhando para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me pecam.
Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo.
Que o lugar onde habito seja como uma floresta.
Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e
árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e
por mim reverenciados com amor.
Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do
que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores.
Por isso, eu jogo fora a minha roupa.
Que eu possa conservar a fé,sempre!
Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.
Que eu saiba que não tenho opção,e assim mesmo escolha como a cantiga é feita,em alegria e com amor.
Que eu faça a mesma escolha todos os dias e de novo.
Quando falhar, que eu me conceda o perdão.
Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.
(Rae Beth)
Oíche Shamhna (véspera de Maio)
Convoco a Morte,
Corvo que come
A carne podre
Do Mundo
Rega com
Sangue
A Humanidade
E bebe o suor
do meu
Amor.
(Gawen, 29/4/2003)
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